Baiuca Cultural


histórias de tirar o fôlego
fevereiro 9, 2010, 4:59 pm
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A editora britânica TankBooks parece não querer desistir tão facilmente do livro-objeto – ainda que o objeto seja outro. Para os “amantes do design” (e eventuais ex-fumantes nostálgicos), lançou uma série de clássicos da literatura – romances e contos – imitando maços flip-top de cigarros. Em tudo são iguais: mesmo tamanho, o livrinho é embalado em papel alumínio por dentro. Por fora, celofane.

São vendidos individualmente (£ 8.07) ou em pack – uma lata bonitona (£ 42.23) com seis volumes: O Coração das Trevas, de Joseph Conrad; As Neves de Kilimajaro e Invicto, de Ernest Hemingway; A Metamorfose e Na Colônia Penal, de Franz Kafka; O Homem que Queria ser Rei, O Riquixá Fantasma e Black Jack, de Rudyard Kipling; Dr. Jekyll e Mr. Hyde, de Robert Louis Stevenson; e A Morte de Ivan Ilich e Padre Sérgio, de Liev Tolstoi. (Fonte: blog Almir de Freitas)

A dica foi da Bravo! e da Raquel Cozer.



mostra CINEMATECA SP
janeiro 15, 2010, 4:04 pm
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A Cinemateca Brasileira celebra novamente o aniversário da cidade de São Paulo com a quarta edição da mostra CINEMATECA SP. Desta vez, presenteia o público com a exibição de filmes restaurados pela instituição dentro do Programa de Restauro Cinemateca Brasileira – Petrobras 2007, em cópias novas e ainda inéditas nas telas. A mostra volta a apresentar raras imagens da metrópole, captadas em momentos diversos de sua história, e obras que resgatam seu passado e presente. Neste ano, é composta por quatro programas temáticos e por dois encontros entre cineastas e público.
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Em bloco dedicado a um dos mais polêmicos e sedutores endereços da cidade, a Rua Augusta, a Cinemateca exibe O puritano da Rua Augusta (1966), comédia de Mazzaropi, realizada sob os embalos da Jovem Guarda e, como complemento ao longa, o curta Esta rua tão Augusta, de Carlos Reichenbach, um retrato da Rua Augusta nos anos 60. Em sessão especial, o cineasta Francisco Cesar Filho apresenta trechos de seu primeiro longa-metragem, Augustas, inédito nos cinemas, e ao lado de outros membros da equipe do filme, a co-montadora Juliana Munhoz e a produtora executiva Eliane Bandeira, conversa com os espectadores após a projeção. Baseado em livro do jornalista Alex Antunes, Augustas resgata a história de parte da juventude paulistana nos anos 80.
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O programa CINEMA DE RUA reúne uma série documentários de intervenção que denunciam problemas típicos da metrópole nos anos 70 – pobreza, descaso público, migração, desemprego etc. Criado pelo cineasta João Batista de Andrade, o Cinema de rua teve grande influência sobre a produção documentarista brasileira. De maneira independente, realizou filmes de contestação, em confronto com o discurso oficial da ditadura. Também foram agrupados sob este recorte curtas do início dos anos 70, como Migrantes (1972) e Ônibus (1973), fundamentais para a formação do movimento que agrupou jovens estudantes da Escola de Comunicações e Artes da USP e cineastas iniciantes. No dia 25 de janeiro, o cineasta João Batista de Andrade conversa com o público, após sessão especial que inclui também a projeção de Liberdade de imprensa. Todos os filmes serão exibidos em cópias restauradas.
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OS REIS DA NOITE se vale de outra face da cidade: a boêmia, a prostituição, o tráfico de drogas e a vida noturna na chamada Boca do Lixo. Compõem o programa os filmes O jogo da vida, de Maurice Capovilla, adaptado de um clássico da literatura brasileira, o conto Malagueta, Perus e Bacanaço, de João Antônio; Anjos da noite, de Wilson Barros, exemplar ilustre do cinema paulista dos anos 80; O rei da noite, primeiro longa de ficção de Hector Babenco, e O rei da Boca, de Clery Cunha, épico sobre a trajetória de ascensão e queda de um rei do submundo.
 


vinil para usar e decorar
janeiro 7, 2010, 8:06 pm
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Porta-treco para guardar controles remotos, bijouterias e outros objetos. Uma peça funcional e decorativa, pode até pendurar na parede. As tigelas de vinil não são uma novidade, antigos artesões já modelavam os bolachões para vender em feiras de arte e pelas ruas do mundo inteiro. Com os avanços tecnológicos da música em formatos digitais e seus suportes, os discos tornaram obsoletos para uma geração mais recente e artigos raros e colecionáveis para os saudositas e admiradores do som peculiar do vinil. Há pouco tempo, foi introduzido no mercado uma remessa de artistas que gravam versões de seus álbuns em LPs e com esse resgate haverá ainda mais discos em desuso e encalhados. Assim, o acervo de vinil disponível para reciclar é grande, uma proposta sempre bem-vinda em tempos de preocupação ambiental. Mas que fique claro, os clássicos ficam bem longe do fogo!
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Serge não morreu
dezembro 11, 2009, 2:15 am
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Esse foi o Ano da França no Brasil e confesso que não posso mais viver sem o ‘meu’ francês. Serge Gainsbourg entrou na minha vida não faz muito tempo, mas já é grande minha admiração. Quando você vai além de ”Je T’aime Moi Non Plus” a coisa toda amplia, aí então você descobre um grande músico e que ele nem era tão feio como sempre dizem.
 
Em meados de junho fui na exposição ‘Gainsbourg: Artista, Cantor, Poeta, etc.’, o que despertou de vez minha curiosidade. Na parede do Sesc Av. Paulista havia um painel enorme com todas as capas de discos de Gainsbourg, além daqueles que ele produziu. Depois um show em homenagem, com participações especiais de Caetano Veloso e de Jane Birkin. Não fui, preferi não associar a imagem do Caetano ao artista francês. Ficar em casa ouvindo Comic Strip e Rock Around the Bunker me pareceu mais seguro.
 
Na internet tem muita coisa para ler e ver. E agora compartilho alguns links para inspirar: (mais…)


final fugaz
dezembro 10, 2009, 8:49 pm
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‘Pensar o impossível’
dezembro 2, 2009, 1:16 am
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por Luiz Zanin

Uma vez conversava com a adorável criatura que foi João Antonio, quando o papo se desviou da literatura e acomodou-se numa paixão comum de entrevistador e entrevistado – o jogo da sinuca. João era louco pelos grandes jogadores que conhecera na noite paulistana, que ele varava indo de salão em salão nos quais se pratica a arte do taco e da bolinha branca. Desse périplo constante madrugadas adentro tirou material para sua obra-prima, o conto Malagueta, Perus e Bacanaço, que até filme virou.

Entre os jogadores, João tinha apreço por um em particular, o mitológico Carne Frita. Via nele uma espécie de Picasso, de Miles Davis do taco e do giz. Um artista, em suma. Na conversa comigo, João disse mais ou menos assim: “O que me surpreende não é que o Frita faça aquilo que faz; o que me assombra é que ele pense que é possível fazer aquilo”.

Muitas vezes meditei sobre essa frase do João e, domingo, me lembrei dela de novo ao testemunhar o inacreditável, estupendo, improvável gol de Diego Souza no Atlético Mineiro. Que topete! Que atrevimento! Achar que poderia pegar uma bola espirrada do goleiro, dar-lhe um tapa de primeira, com carinho mas quase com desfaçatez, do círculo central, e enfiá-la por cobertura no fundo do gol adversário! É preciso ter muita confiança no próprio taco, como tinha o próprio Carne Frita, personagem verídico do meu amigo João Antonio. (mais…)



final de novembro agitado em SP
novembro 23, 2009, 5:04 pm
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O mês de novembro está quase no fim, já rolou a Balada Literária  e muitas outras atrações, mas ainda dá para aproveitar boas opções antes do pisca-pisca natalino. Confira:

Chegou a São Paulo a mostra Ópera na Tela, após ter sido realizada com grande sucesso no RJ e em Manaus. A mostra tem a ambição de oferecer ao público uma seleção das melhores adaptações de óperas para o cinema (algumas dirigidas por grandes nomes da sétima arte, como A flauta mágica, por Ingmar Bergman, e Don Giovanni, por Joseph Losey), assim como óperas filmadas recentemente nos grandes teatros e festivais europeus e documentários sobre música erudita. A mostra contará ainda com exibições ao ar livre, na área externa da Sala Cinemateca, onde grandes óperas serão exibidas numa tela gigante. De 23 a 29/11. Confira mais informações no site: www.operanatela.com

35 horas ineterruptas de muita cultural. As atrações do Vira Cultura acontecerão em São Paulo, dias 28 e 29 de novembro, nas cinco lojas da Livraria Cultura, no Cine Bombril, na academia Bio Ritmo e no próprio Conjunto Nacional – todos os espaços estão localizados na galeria CN. Para conferir a programação completa, acesse: www.viracultura.com.br

projeto Red Bull House of Art. No centro da cidade de São Paulo, mais especificamente no número 288 da avenida São João, dez artistas contemporâneos ocupam, a partir de quarta-feira (11), o antigo Hotel Central para realizar residências artísticas durante 30 dias. Confira algumas imagens aqui. Hotel Central – av. São João, 288, região central, São Paulo, SP. Ter. a sex.: 12h às 18h. Sáb. e dom.: 10h às 18h. Primeira exposição: 11/11 a 13/12. Segunda exposição: 5/12 a 13/12. Grátis. Classificação etária: livre.

De Dentro Pra Fora, De Fora Pra Dentro. O grafite e a arte de rua invadem o Masp em São Paulo. A exposição terá obras de Carlos Dias, Daniel Melim, Ramon Martins, Stephan Doitschinoff, Titi Freak e Zezão, artistas que começaram a carreira com arte na rua e atualmente ganham status depois de terem expostos trabalhos em diversas galerias nacionais e internacionais. De terça a domingo, das 11h às 18h, e quinta, das 11h às 20h; até 05/02/10. Ingressos: R$ 15. Masp (Av. Paulista, 1.578, tel. 0/11/3251-5644).

O Telefônica OPEN JAZZ 2009 chega à quarta edição, trazendo ao Brasil shows de Diane Reeves e Buddy Guy. O evento gratuito terá as duas estrelas da música internacional no palco do Parque da Independência, em São Paulo, dia 29 de novembro, domingo, a partir das 16 horas. (Av Nazareth, s/n – Ipiranga. Entrada pela Rua dos Patriotas, Portão Principal).



Bar ruim é lindo, bicho!
novembro 17, 2009, 1:48 am
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por Antonio Prata

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem).

No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão – é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver aí quinhentos anos de história.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.

– Ô Betão, traz mais uma pra a gente – eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil. (mais…)



um breve relato
outubro 22, 2009, 1:31 am
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assis_out

Você conhece João Antônio? Sem nenhuma pista fica difícil saber quem é entre tantos outros com o mesmo nome. Segue aqui um breve relato desse que gostaria de apresentar: João Antônio Ferreira Filho é escritor e jornalista, mas ele não é mais, ele já foi. Morreu em 31 de outubro de 1986 no Rio de Janeiro. Dizem que de tão malandro, morreu sem se despedir de ninguém. Era paulistano, do morro da geada em Presidente Altino. Morou no subúrbio e foi um escritor premiado. O seu primeiro conto – Malagueta, Perus e Bacanaço – pegou fogo na casa onde vivia. Ele reescreveu tudo, o que não foi fácil, e ganhou o prêmio Jabuti de revelação em 1963. Chamou atenção com suas personagens reais, coisas da vida mesmo. Da vida dele, porque ele falava daquilo que via e vivia. E sempre dizia que ser escritor no Brasil não dava dinheiro. Isso o fez ingressar no jornalismo, o que foi uma grande contribuição para a área. Na revista Realidade, publicou o primeiro conto-reportagem que já se ouviu falar. Também trabalhou na revista Manchete, no Jornal do Brasil e no O Pasquim. No período do regime militar, atuou em diversos veículos da imprensa alternativa e criou o termo “imprensa nanica”. Em 1976, seu conto premiado virou filme, O Jogo da Vida, de Maurice Capovilla. Depois de um tempo, largou tudo e passou a dedicar-se integralmente à literatura. Produziu quinze livros, mas sempre se recusava a participar de cerimônias e nem de academias literárias. Aceitava apenas convites para palestras em escolas e universidades, onde sua obra é muito estudada, devido, não somente à sua personalidade ímpar que atraí olhares admirados, mas também pela incrível linguagem de reproduzir a voz da rua em sua obra. Ele achava que deveríamos conhecer nosso underground brasileiro, talvez um pouco de influência de Lima Barreto, outro grande escritor do qual João Antônio muito admirava. (mais…)



maratona cinematográfica
outubro 20, 2009, 4:58 pm
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Foi dada a largada para a 33ª Mostra de Cinema Internacional em São Paulo. Se bem que um pouco antes de ser divulgada oficialmente a programação, já havia uma agitação no ar. O evento acontecerá durante duas semanas em diversas salas da cidade. A lista com 300 títulos deixa qualquer um sem saber por onde começar, mas seguem algumas dicas para melhor aproveitar o festival. Primeiro, deixe para depois aqueles que com certeza entrarão em cartaz no circuito regular: Grandes diretores nacionais e internacionais, filmes de personalidades como Coco Chanel, Chacrinha e Maradona, aqueles com atores renomados e outros que tem um certo apelo pop. Para exemplificar, o portal G1 divulgou uma prévia de estreias, veja aqui. Algumas pessoas vão à Mostra porque preferem ver filmes antes da estreia, o que também vale. Reserve essa opção para algum que tenha uma motivação especial. Depois disso, a curiosidade e a afinidade com os temas devem fazer a seleção. Ao final de cada exibição será entregue uma cédula para o público votar no melhor filme. A compra de ingressos pode ser feita no site ingresso.com.br, nas bilheterias dos cinemas e na Central da Mostra para permanentes e pacotes promocionais. Confira a programação oficial no site http://www.mostra.org/ e mais informações no Blog da Mostra. Boa sessão!