Baiuca Cultural


frio em londres
Agosto 30, 2008, 12:10 am
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literatura contemporânea
Agosto 30, 2008, 12:01 am
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monólogo de Fernando Bonassi em cartaz até o dia 21 de setembro no sesc da avenida paulista.

“Não tenho dinheiro, nem recursos, nem esperanças. Sou o mais feliz dos homens vivos. Há um ano, há seis meses, eu pensava ser um artista. Não penso mais nisso. Eu sou. Tudo quanto era literatura se desprendeu de mim. Não há mais livros a escrever, graças a Deus.” – Henry Miller, Trópico de Câncer

trecho retirado do livrinho da peça.

tudo impecável. texto, iluminação, interpretação. na platéia, só um gato pingado. no palco, tantas palavras que muitas vezes não pronunciamos, vemos ali, em forma de teatro, de texto, de ator, de nossos pensamentos.



casa de francisca
Agosto 28, 2008, 1:59 am
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todo mês tem! confira programação: http://www.casadefrancisca.blogspot.com/



Xico Sá: depois de Macunaíma, vem aí o Macunaemo
Agosto 27, 2008, 1:08 pm
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veja essa e outras no blog http://carapuceiro.zip.net/

MACUNAEMO, O HERÓI POSSÍVEL

AMIGO TORCEDOR , amigo secador, do esforço inútil de o país se tornar uma potência olímpica, surgiu o Macunaemo, primo pobre e trocadilhesco do herói sem nenhum caráter, um tal de Macunaíma, que nasceu no fundo do mato-virgem e da pena de Mário de Andrade, aquele mesmo do vestibular, meu querido e amado leitor jovem.
O Macunaemo é filho não de uma pura índia tapanhumas, como o bocó e demodè herói da nossa gente, mas de uma mestiça do Terceiro Mundo que se engraçou com um órfão legítimo do planeta globalizado, um galego anglo-saxônico, hétero sensível que ama o lirismo possível do rock hardcore, sim, a poesia está mais para o barulho, som & fúria, esses clichês maravilhosos, do que para as frescuras do João Gilberto e um Brasil que não existe mais a não ser nos segundos cadernos.
Nosso herói moderno não diz: “Ai! Que preguiça!…”.
Macunaemo desaba no choro, não por ter perdido o ouro, mas pelos buracos olímpicos d’alma.
Quem nunca esqueceu a vara em casa que babe no divã mais caro de Viena, Leblon, Higienópolis, Ondina, Espinheiro ou Jardim Europa.
Macunaemo, que surgiu em prosa do acaso domingueiro com Ortinho, cantor e compositor do jazz de Caruaru e do fim do mundo, é um ser quase olímpico, o que rói a corda, o quase também da música de Fred 04, “porque estamos quase lá, sempre, a gostosa da praia que dá, não dá, dá, não dá mole…”.
No futuro, o Macunaemo vai rir disso tudo, porque só nos restará os esportes coletivos, o resto será tudo programado para bater recordes, competição científica e nada esportiva -como é um pouco hoje, noves fora os bravos negões jamaicanos que enganam a vida na curva como esse coqueiro que dá coco-dub da Nação Zumbi e outros futurismos.
A Olimpíada terá tanta graça quanto uma corrida de 100 metros rasos da F-1.
Os atletas nem precisarão ficar em suas marcas, nada de tiro de pistola para o alto, carece apenas que um tiozinho olímpico meça a possibilidade genética no sangue de cada ratazana do espetáculo.
Agora sim, ai, que preguiça, Dorival Caymmi! Pára o mundo, o grid, que eu quero uma rede. Para que tanta pressa, amigo, se o futuro é a morte, morrida ou de tiro certeiro?
Que fascismo submeter nossos jovens, que já venceram etapas sociais muito mais grandiosas, a esse orgulho idiota decidido nos laboratórios de atletas. Vamos fazer bonito na várzea mais próxima, sem jet-leg, no almoço de domingo, com flores para as nossas negas, mães e amores, e continuar rezando, como Jorge Ben e Antônio Maria, para as moças, ai, dorivei geral, populista do amor e da sorte, ai que preguiça do mundo.
Post scriptum, P.S.: Gerado no mundo virtual, entre uma Lan house do Capibaribe e um albergue de Amsterdã, o Macunaemo conhecerá seus pais no Recife ou em Olinda, no carnaval que se aproxima, evoé, Baco, chega de trabalho para enriquecer os outros.
Agora mais um chorinho, o Macunaemo merece: por que todo mundo acha apenas que Dunga & cia. devem fazer o papel de românticos em um Brasil f.d.p. que põe o cano na cara do outro, seja no beco escuro seja nos ambientes ditos civilizados?

* Xico Sá, crônica publicada na folha de s.paulo



verônica decide viajar
Agosto 21, 2008, 4:11 pm
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Verônica é um tanto cômica, inteligente e atenciosa. Como outras garotas de sua idade, Verônica leu gibi da Turma da Mônica, nunca foi à floresta amazônica, prefere MPB a música eletrônica e não vive nenhuma paixão platônica. Verônica trabalha na área de intercâmbio da USP e de tanto ver o vai e vem das pessoas, quase ficou catatônica. Verônica também pode ir. Numa habilidade biônica, Verônica organizou toda sua viagem para estudar na Alemanha. Agora é a vez da Verônica! E é isso que vamos comemorar!



o santo lá de casa, faz milagre
Agosto 21, 2008, 2:50 am
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sim, eu acredito em milagre. Minha mãe, por exemplo, corta meu cabelo, faz pão integral, conserta o ferro de passar, faz a barra da calça jeans, anima qualquer desanimado, astral irradiante, e ainda, é uma artista de talento brihante.

nas fotos, a sala espetacular da arquiteta Dora Martinelli. Da artista plástica Rejane Urban, estatuetas pintadas à mão e a rosa branca na mesa.



na era digital
Agosto 19, 2008, 11:48 pm
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cartografia web literária
Agosto 19, 2008, 2:31 am
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Dia 13 de agosto, fui assistir o debate Cartografia Web Literária. Uma feliz parceria do SescSP e do portal Cronópios. O tema desse dia foi Publicação e distribuição da literatura em tempos digitais. Os debatedores eram Clarah Averbuk , Ana Paula Maia , Cardoso (Zé Czarnobai), Artur Rogério e Lima Trindade. Algumas coisas chamaram a minha atenção, além do debate, é claro: a tarefa suada do mediador Fabrício Carpinejar e a ladainha da Averbuk – eu não aguento mais ouvir suas reclamações de assédio. Além da ilustre presença na platéia de Heloísa Buarque de Hollanda, curadora do Portal Literal.

Confira o evento – http://www.cronopios.com.br/site/default.asp



jornalismo literário
Com a 20ª Bienal Internacional de Livros de São Paulo, pipocam eventos literários no circuito cultural da cidade.

A editora Cosac Naify promoveu o 1º Miniciclo de Jornalismo, na Livraria da Vila em São Paulo. Na primeira rodada de debates (12 de agosto) estavam Vanessa Barbara, João Moreira Salles e Matinas Suzuki Jr. discutindo “Os outros na vida – a reportagem”.

O Livro Amarelo do Terminal, da Vanessa Barbara, foi bastante comentado. Trata-se de uma reportagem sobre o terminal rodoviário do Tietê. O papo acabou chegando em jornalismo literário e na velha questão ficção ou realidade, quando ela confessou ter inventado um capítulo inteiro.

Matinas Suzuki, coordenador da Coleção Jornalismo Literário, disse que o Brasil não tem tradição em textos desta natureza. Com muitas honrarias, falou de Gay Talese, Truman Capote e Walter Benjamin. Segundo o produtor da revista piauí, o jornalista brasileiro não tem repertório como Benjamin, quando descreve uma roupa da personagem no livro Paris, Capital do século XIX (inacabado), por exemplo. E que a revista Realidade tinha excelência em tudo: fotografia, edição, pauta, exceto no texto.

Não sei se a opinião de Matinas é exatamente essa, em outras entrevistas notei um discurso mais neutro, sem favoritismo. Só sei que eu senti falta do nome João Antônio naquela mesa. Eles pareciam muito empolgados em falar da revista piauí.