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“O movimento não é negro, mas da história.”

SÃO PAULO (Reuters) – O documentário “Ôrí”, lançado nos cinemas em 1989, volta às telas de São Paulo e Rio de Janeiro com poucos traços de envelhecimento. Fruto de um trabalho colaborativo da cineasta e socióloga Raquel Gerber e da historiadora Beatriz Nascimento, morta em 1995, o filme é um decalque das discussões sobre a cultura negra durante as décadas de 1970 e 1980, que ainda parecem surpreendentemente atuais no país.
+ sobre o documentário: http://cinema.uol.com.br/ultnot/2009/05/21/ult26u28332.jhtm

Um telão de 3 metros por 1,80 metro exibindo curtas-metragens de até vinte minutos transformou a Estação Santa Cecília na melhor parada da hora do rush às sextas-feiras. Desde abril, três filmes têm sido apresentados entre 18h e 19h30, dando chance aos passageiros de se entreter enquanto esperam trens menos lotados. “A ideia deu tão certo que vamos ter também longas-metragens no último domingo de cada mês”, promete Marcello Borg, gerente de marketing do Metrô. No domingo (31), às 11h, a sessão gratuita estreará com o documentário O Mistério do Samba, de Carolina Jabor e Lula Buarque e Hollanda. O folheto com a programação do chamado Projeto Encontros pode ser solicitado nas catracas da estação.
Filed under: pechincha | Tags: beatnik, Centro Cultural Banco do Brasil, tribos urbanas
Além de trazer de volta à tela alguns ícones cinematográficos, a mostra do Centro Cultural Banco do Brasil é uma boa maneira de refletir sobre as mudanças sociais ocorridas ao longo de cinco décadas. O ciclo, em cartaz a partir de quarta (13), abrange dez “tribos”, representadas por dois títulos cada uma. Do espírito beatnik, por exemplo, foi recuperado Sem Destino (1969), um marco da contracultura roteirizado pelo diretor Dennis Hopper e pelo ator Peter Fonda. Os hippies podem ser vistos em Quase Famosos (2000), trajetória semiautobiográfica do realizador Cameron Crowe. Skatistas e surfistas são astros, respectivamente, dos ótimos documentários Riding Giants – No Limite da Emoção e Dogtown and Z-Boyz – Onde Tudo Começou, ambos assinados pelo americano Stacy Peralta. Na linha cinema verdade, há outras curiosas e inéditas atrações, como New York Doll (2005), sobre a banda de glam rock New York Dolls, e Joe Strummer: o Futuro Está para Ser Escrito, a respeito do líder do grupo punk The Clash.
De 13 a 31 de maio de 2009
Centro Cultural Banco do Brasil – Rua Alvares Penteado, 112 – Centro
Ingressos baratinhos: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia).
Informações: 11 3113-3651 / 3113-3652
Confira a programação completa da mostra:
Filed under: pechincha | Tags: Alfredo Sternheim, boca do lixo, Carlos Reichenbach, David Cardoso, Helena Ramos, Sebastião de Souza, sesc consolação
O mais incrível: sem financiamentos ou leis de incentivo do governo, esquecida pela Embrafilme, esta produção era invariavelmente sucesso de bilheteria em todo o Brasil, e até mesmo na América Latina. Ganhou o apelido pejorativo de pornochanchada, ainda que de pornográfico nada tivesse. Era um cinema popular, composto de dramas e comédias, que falava diretamente ao público brasileiro. E que desafiava tabus, driblando a censura da ditadura e, por vezes, ampliando fronteiras da liberdade de expressão.
Uma pequena mostra desses filmes e debates sobre o movimento da Boca compõem o projeto Os Bons da Boca, que o SESC Consolação realiza no período de 4 a 26 de maio. Entre os convidados, Helena Ramos, David Cardoso, Alfredo Sternheim, Sebastião de Souza e Carlos Reichenbach.
Confira a programação aqui.
Os Bons da Boca
04/05 até 26/05, às 19h30 – entrada franca
No Sesc Consolação | Rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque Tel: 3234-3000
Obs: De 4 a 26 de maio de 2009. Segundas e terças, às 19h30, no Espaço Beta. – 3º andar. Classificação indicativa: 18 anos. Número de lugares: 60. Grátis. Retirada de senhas no local, com 1h de antecedência. AMBIENTAÇÃO: “Os Bons da Boca” Reproduções de cartazes de filmes e de fotos de atores, atrizes e diretores da época da Boca do Lixo plotadas nas paredes do espaço onde acontecem as exibições. De 4 a 31 de maio, no Espaço de Leitura – 3º andar. De segunda a sexta, das 13h às 22h/Sábados, das 9h às 18h.





