Baiuca Cultural


exposição Mosaico e Memórias
julho 15, 2011, 9:30 pm
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‘Mosaico e Memórias’ é uma exposição em homenagem póstuma ao artista Frank Frederico Urban, que transpirou o fazer artístico como expressão e vida, não só pelo testemunho material, mas também como parte de suas raízes. Nessa série, formas e cores compõem um mosaico de identidade e memória.

Abstratos em tinta acrílica sobre tela. Cores fortes, planas e contornadas de elementos geométricos que se encontram em toda parte do universo, como espirais que evocam o número PHI (a divina proporção) e órbitas como caminhos aleatórios. A composição proporciona um labirinto para a imaginação.

A primeira exposição do artista Frank Frederico Urban é composta de 30 telas inéditas que serão expostas na galeria Art Café Gourmet, em São José dos Campos. Abertura foi dia 12 de julho.

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Exposição ‘Mosaico e Memórias’ por Frank Urban

13 de julho a 07 de agosto

Art Café Gourmet

Av. Barão Rio Branco, 475 – Jardim Esplanada
São José dos Campos/SP
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O bar é um exercício de solidão
fevereiro 14, 2011, 9:19 pm
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“Passei horas deliciosas nos bares. O bar é para mim um lugar de meditação e recolhimento, sem o qual a vida é inconcebível. Hábito antigo que se arraigou ao longo dos anos (…), passei nos bares longos momentos de devaneio, raramente conversando com o garçom, na maioria das vezes comigo mesmo, invadido por cortejos de imagens que não cessavam de me surpreender. Hoje, velho como o século, não saio mais de casa. Sozinho, nas horas sagradas do aperitivo, na saleta onde guardo minhas garrafas, gosto de lembrar dos bares que amei”.

Luis Buñuel em “Meu Último Suspiro” (Cosac Naify)

“Agora queria falar das bebidas. Como é um tema em que sou praticamente inesgotável, tentarei ser bem conciso. Os que não estejam interessados – desgraçadamente, eles existem – podem pular algumas páginas. (…) Meu drinque favorito é o dry martini”. Veja a receita pessoal de Buñuel aqui.

 

visto no blog Calmantes com Champagne 2.0



febricitante
fevereiro 10, 2011, 12:45 pm
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Febre é um prazer. O corpo estremece bêbado. Encolhido. Calor e frio ao mesmo tempo. A pele, sensível. Chega a doer. Ardor. Nada de delírio. Bom mesmo é arrepio. Suor. Frio.



Sketchbooks

Onde nascem as ideias. Cezar de Almeida e Roger Bassetto organizaram um livro bem diferente dos que estamos acostumados a ver no mercado editorial brasileiro: Sketchbooks – As páginas desconhecidas do processo criativo. Não é graphic novel, HQ, nem livro de ilustração. A dupla registrou imagens dos cadernos de rascunho de 26 artistas contemporâneos brasileiros para mostrar o método criativo de cada um deles. Entre os convidados estão Angeli, Carla Café, Guto Lacaz, Kiko Farkas Lourenço Mutarelli, Rafael Grampá, entre outros. Legal para ver como nascem as ideias – na foto o sketchbook do escritor Lourenço Mutarelli. (por blog Casmurros)



longe da superfície
janeiro 28, 2011, 5:23 pm
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“Quero pensar com calma, em paz, espaçosamente, nunca ser interrompida, nunca ter de me levantar da cadeira, deslizar à vontade de uma coisa para outra, sem nenhuma sensação de hostilidade, nem obstáculo. Quero mergulhar cada vez mais fundo, longe da superfície, com seus fatos isolados, indisputáveis. Firmar-me bem, deixar-me agarrar a primeira ideia que passa…”

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Trecho do conto ‘A marca na parede’, de Virgina Woolf.



diálogo de vida e morte
dezembro 10, 2010, 5:48 pm
Filed under: literatice
– ontem lembrei de você lendo o jornal na seção fúnebre.
– melhor não perguntar o motivo. E aí, o que tinha de bom lá?
– junto aos anúncios fúnebres sempre tem alguns mais elaborados, os parentes mandam a foto da pessoa contando um resumo da vida, enaltecendo seus grandes  feitos e tal.
– e por que você lembrou de mim?
– parece que o cara não deu muito certo na vida. Um japonês que morava no Brasil foi trabalhar no Japão. Mas era velho para a coisa e voltou sem porra nenhuma. E ele gostava de mandar cartões de natal para os conhecidos com piadas tirando todo mundo.
– vamos pular a parte de não ter dado certo na vida. Estou gostando do caso.
– calma que tem mais. Só que já estavam prontos para mandar uns 100 cartões de natal. E ele morreu. O irmão mesmo assim resolveu enviar todos.
– qual o nome dele? Quero procurar essa matéria.
– não é matéria, é anúncio fúnebre.
– parece mais um conto.
– será que tem na internet?
– não tem.
– vou digitar aqui. “Título: cartões de natal já estavam prontos. Depois de passar anos trabalhando em diversos empregos Sergio A. decidiu tentar a sorte no Japão. Como dekassegui, viajou por meio de uma agência que já garantia o seu emprego. Passou por dois trabalhos, mas a economia japonesa estava em um mau momento. Como Sergio também já tinha mais de 50 anos – idade avançada para o mercado de lá -, ele não conseguiu bons empregos nem economizar. Voltou para o Brasil.”
– acabei de ver, hoje é missa de sétimo dia dele.
– “Desde jovem, também gostava de jogar tênis de mesa. Participou de campeonatos na colônia nipo-brasileira. Com muitos amigos, anualmente enviava cartões de natal a todos. Brincalhão além do típico “feliz natal” mandava mensagens alegres para cada um. Mais de cem já estavam prontos, quando ele morreu, no dia 12, aos 67 anos. Seu irmão, a pedido dele, os colocou no correio.” Fim. Assim mesmo, tudo curto e rápido.
– interessante porque sempre colocam os defuntos como ganhadores do prêmio Nobel e esse cara não tinha grandes feitos a nao ser o campeonato de pingue-pongue e de escrever cartões de natal anualmente.
– tem a foto do figura também. Quer ver?
– sempre assim, fulano foi presidente de não sei o que, fazia obras de arte, ajudava as criancinhas, salvava animais na África e ainda escreveu 200 livros.
– esse é o contrário.
– vamos na missa dele hoje?


em forma
dezembro 1, 2010, 10:03 pm
Filed under: literatice

Primeiro dia da promessa a ser cumprida até o final do ano. Recuperar a boa forma.  A trilha era estreita e havia um vai-e-vem de seres andantes, espécies de porte físico exemplar. Os atletas comovem os menos devotados. Não podia interromper o percurso sob olhares alheios, deveria ir até o fim e voltar. O bigode suava. Dor de cabeça, mãos inchadas. Aves de rapina rondavam o corpo já cambaleante. Mais alguns passos e tudo terminaria. Missão comprida mesmo. Em fase de recuperação, devorou alguns sonhos e uma carolina. Agora sim, em boa forma.